Imagem pessoal não é tendência, é identidade

Em uma época em que novas estéticas surgem diariamente, acompanhar a moda pode parecer uma tarefa permanente. Por isso, é importante entender que imagem pessoal não é tendência, é identidade.

Imagem pessoal não é tendência, é identidade
Imagem: Envato

Uma tendência ganha força nas redes sociais, aparece nas vitrines, é incorporada por marcas e rapidamente se torna parte do repertório visual de milhares de pessoas. Pouco tempo depois, outra estética ocupa seu lugar. 

Mas, diante desse cenário de mudanças constantes, existe uma questão que merece ser considerada. Até que ponto acompanhar tendências ajuda a construir uma imagem pessoal e em que momento isso começa a fazer com que essa imagem se perca?

A imagem pessoal não precisa acompanhar cada novidade para ser atual. Ela também não depende de um guarda-roupa inteiramente construído a partir das tendências da temporada. 

Antes de qualquer coisa, imagem pessoal está relacionada à maneira como uma pessoa escolhe se apresentar ao mundo. Roupas, acessórios, cores, proporções e até a maneira de combinar determinadas peças podem funcionar como elementos de uma linguagem visual. 

E essa linguagem não precisa ser rígida, mas precisa fazer sentido para quem a constrói. É justamente por isso que imagem pessoal não é tendência, é identidade. 

Mas, as tendências mudam, e mudam rápido. A identidade pode evoluir, amadurecer e incorporar novas referências sem precisar ser substituída a cada temporada.

Toda essa temática e conceitos são abordados nos cursos de moda do Passaporte Fashionista. As aulas acontecem nas principais capitais mundiais da moda, com aulas totalmente em português. 

Em Paris oferecemos os cursos: Estilo, Tendências e Mercado de Luxo, Consultoria de Imagem/Personal Stylist e Coolhunting e Pesquisa de Tendências. Na Itália é possível aprender sobre Moda Italiana e Fashion Design em Milão e Tendências e Mercado de Luxo em Florença.

O que é imagem pessoal?

A imagem pessoal pode ser entendida como o conjunto de elementos visuais e comportamentais que contribuem para a maneira como uma pessoa é percebida. Isso inclui roupas, acessórios, escolhas de cores, aparência geral, postura, maneira de se apresentar e adequação aos diferentes contextos.

É importante, porém, não transformar esse conceito em uma fórmula imutável. Imagem pessoal não significa tentar controlar completamente a percepção dos outros, nem que determinada roupa determine quem se é.

Mas, devemos entender a aparência como uma parte da comunicação que pode ser interpretada de maneiras diferentes dependendo da situação, da cultura e de quem observa. No universo da moda, entretanto, entender essa dimensão comunicacional é importante. 

Isso porque, uma mesma peça pode transmitir mensagens diferentes dependendo de como é usada. Um blazer pode fazer parte de uma imagem profissional, de uma produção casual ou de uma composição mais criativa. 

O significado não está apenas na peça, está também na combinação. Por isso, construir uma imagem pessoal não significa descobrir uma estética perfeita e reproduzi-la indefinidamente. 

Significa desenvolver consciência sobre as escolhas visuais e compreender como diferentes elementos podem trabalhar juntos. Você tem dado a devida importância para a sua?

Tendência e identidade são coisas diferentes

Uma tendência nasce em determinado contexto e ganha relevância por um período. Pode surgir nas passarelas, nas ruas, em movimentos culturais, nas redes sociais ou a partir de mudanças de comportamento. 

Sua principal característica é justamente estar relacionada à mudança. Já a identidade, por outro lado, é construída ao longo do tempo.

Mas, isso não significa que uma pessoa precise manter exatamente o mesmo estilo durante toda a vida. A identidade também muda por conta de nossas experiências, referências, ambientes profissionais, novas fases e interesses.

É comum falar sobre “ter estilo” como se fosse uma característica que algumas pessoas simplesmente possuem. Na realidade, o estilo pessoal pode ser construído por meio de experimentação, observação, cursos e repertório.

Ele aparece nas escolhas que se repetem, nas combinações que parecem naturais, nas peças que continuam fazendo sentido mesmo sem estarem em evidência. Porém, isso não significa que o estilo precise ser imediatamente identificável. 

Algumas pessoas possuem uma estética muito marcada, outras transitam entre diferentes referências. Ambas podem ter uma imagem pessoal consistente.

Mas, a consistência não está necessariamente em usar sempre o mesmo tipo de roupa. Ela pode estar na maneira de combinar elementos diferentes, pois o que transforma essas escolhas em uma imagem pessoal forte e original é a maneira como eles são articulados.

O guarda-roupas como extensão do repertório

Um guarda-roupas pode funcionar como uma espécie de arquivo visual. Nele estão reunidas referências, experiências e preferências que foram sendo acumuladas ao longo do tempo.

Algumas peças permanecem porque são práticas. Outras permanecem porque representam determinada fase ou porque continuam traduzindo uma maneira de enxergar a própria imagem.

Mas, é nesse ponto que a moda deixa de ser apenas consumo e passa a ser também repertório. Quanto maior o repertório, maior a possibilidade de escolha e é isso que você aprenderá nos cursos de moda do Passaporte Fashionista.

Construir uma imagem pessoal também envolve saber identificar aquilo que não funciona para determinada pessoa. Uma tendência pode ser visualmente interessante e ainda assim não fazer sentido para determinada pessoa. 

Isso não significa que a tendência seja ruim ou que a pessoa esteja “errada” por não adotá-la. Significa apenas que moda e identidade não precisam ser a mesma coisa e que a liberdade de não seguir uma tendência também faz parte do estilo.

Como construir uma imagem pessoal mais coerente?

Não existe uma fórmula universal, mas alguns processos podem ajudar a desenvolver uma relação mais consciente com a própria imagem. O primeiro é observar, antes de comprar ou mudar, vale perceber quais peças já são escolhidas com frequência, quais combinações parecem naturais e quais referências despertam interesse de maneira recorrente.

O segundo é ampliar o repertório. História da moda, arte, arquitetura, cinema, fotografia, música e cultura também podem influenciar a construção de estilo. Quanto maior o repertório visual, menos dependente se torna a escolha de referências que estão simplesmente em alta.

O terceiro é experimentar. Identidade não nasce pronta, por isso, experimentar diferentes combinações é parte do processo.

Por fim, existe a necessidade de editar. Nem tudo aquilo que é interessante precisa fazer parte da imagem pessoal, então, saber escolher é tão importante quanto conhecer tendências.

Imagem pessoal não é tendência, é identidade

A moda muda porque precisa mudar. Novas ideias, novos comportamentos e novas referências fazem parte da própria natureza do sistema de moda.

A identidade, entretanto, não precisa acompanhar essa velocidade. Uma imagem pessoal pode evoluir sem ser constantemente substituída, ela pode incorporar referências novas, abandonar outras, descobrir novas cores, experimentar diferentes silhuetas e ainda assim manter uma sensação de continuidade.

Tendências oferecem possibilidades. Estilo transforma essas possibilidades em escolhas.

Mas, a imagem pessoal nasce justamente da maneira como essas escolhas se acumulam ao longo do tempo. No final, vestir-se não precisa ser uma tentativa de acompanhar tudo o que acontece na moda, mas sim uma forma de selecionar, interpretar e comunicar.


Ter estilo não significa ser reconhecido por estar sempre usando aquilo que está em alta. Significa ser capaz de olhar para a moda, encontrar nela aquilo que faz sentido e transformar as referências externas em uma linguagem que tenha significado próprio.

Para refinar seu estilo e ampliar seu repertório nestes assuntos, confira os cursos de moda do Passaporte Fashionista. E ainda, siga o Instagram do Passaporte Fashionista para se atualizar diariamente sobre o mundo da moda.

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