Bottega Veneta: a elegância silenciosa do luxo italiano
Em um universo de marcas que gritam por atenção com logos chamativos e designs maximalistas, a Bottega Veneta construiu sua identidade através da sofisticação discreta. E se você deseja entender mais sobre esse movimento, conheça a história da Bottega Veneta: a elegância silenciosa do luxo italiano.

Sua fundação ocorreu em 1966, na região de Veneto, Itália, por Michele Taddei e Renzo Zengiaro. A marca ficou conhecida por seu trabalho artesanal impecável em couro e pela criação do icônico intrecciato, uma técnica de entrelaçamento de tiras de couro que virou sinônimo de Bottega Veneta.
Mas, desde o início, o lema da marca é que o luxo não precisa de ostentação. Ao contrário de tantas outras grifes, a Bottega evitava logomarcas aparentes, investindo em qualidade, design atemporal e uma elegância silenciosa que conquistou uma clientela fiel.
Com a tendência Quiet Luxury em alta, fashionistas de todo o mundo passaram a entender mais esse valor de peças feitas à mão, o que fez com que a Bottega Veneta estivesse mais em alta do que nunca. E é justamente sobre esse e outros assuntos do universo da moda, que o Passaporte Fashionista aborda em seus cursos de moda presenciais.
Eles acontecem nas principais capitais fashion do mundo, verdadeiras imersões que proporcionam experiências inesquecíveis e transformadoras aos nossos alunos. Os cursos apesar de serem ministrados na Europa são todos em português, mostrando que o idioma não é um fator limitante para quem sonha estudar moda em um ambiente internacional.
Em Paris, oferecemos três cursos, sendo dois deles profissionalizantes. O curso Estilo, Tendências e Mercado de Luxo, o curso profissionalizante de Coolhunting e Pesquisa de Tendências e o curso profissionalizante de Consultoria de Imagem/Personal Stylist.
Mas, para quem sonha em estudar moda na Itália, berço da Bottega Veneta: a elegância silenciosa do luxo italiano, o Passaporte Fashionista também oferece essa possibilidade. Você pode escolher entre conhecer tudo sobre Moda Italiana e Fashion Design em Milão ou ainda, estudar sobre Tendências e Mercado de Luxo em Florença.
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A virada criativa e o renascimento da marca
Após sua fundação em 1966, a Bottega passou por altos e baixos nas décadas seguintes, até ser adquirida pelo grupo Gucci (atualmente Kering), em 2001. Foi nesse momento que iniciou-se um novo capítulo, com a nomeação de Tomas Maier como diretor criativo.
Mas, com o trabalho de resgate da identidade artesanal da marca e foco em peças essenciais e elegantes, Tomas Maier recolocou a Bottega Veneta entre as grifes de luxo mais respeitadas. Entretanto, foi com a chegada de Daniel Lee, em 2018, que a marca alcançou um novo patamar de popularidade e desejo.
Isso porque, tendo em vista sua na Central Saint Martins e experiência na Céline de Phoebe Philo, Daniel Lee traduziu o DNA discreto da marca em peças modernas, minimalistas e altamente desejadas. A Bolsa Pouch, as sandálias de tiras quadradas e os casacos de couro com textura intrecciato se tornaram febre entre celebridades e fashionistas.
Dessa forma, sua abordagem silenciosa e a decisão da marca de sair das redes sociais em 2021 criaram um novo tipo de exclusividade no mundo da moda digital: a do mistério e do desejo cultivado pelo offline. Ainda assim, as peças da Bottega viralizaram, mesmo sem contar com a ajuda das campanhas digitais tradicionais.
De Matthieu Blazy a Louise Trotter
Em 2021, Daniel Lee deixou o cargo e quem assumiu a direção criativa foi Matthieu Blazy (atual Chanel), que já fazia parte da equipe de design da marca. Blazy deu continuidade à linguagem moderna estabelecida por Lee, mas acrescentou um olhar mais conceitual e refinado.
Ele aprofundou ainda mais o trabalho com alfaiataria, tecidos inovadores e uma exploração mais profunda das técnicas artesanais italianas. Seus desfiles foram elogiados pela crítica especializada e pelos consumidores mais exigentes, que reconhecem em suas coleções um equilíbrio entre modernidade e tradição.
Mas, desde julho de 2023 Louise Trotter tornou-se a nova diretora criativa da marca, marcando uma nova fase para a tradicional grife italiana. Conhecida por seu trabalho anterior na Lacoste e Joseph, Louise é a primeira mulher a ocupar esse cargo na história da Bottega Veneta, o que por si só já representa uma quebra de paradigmas dentro da maison.
Com uma estética refinada e discreta, Louise Trotter vem reafirmando o DNA silencioso e sofisticado da marca, seguindo bem o modelo da Bottega Veneta: a elegância silenciosa do luxo italiano. Mantendo o foco no trabalho artesanal, nos couros de excelência e no design que privilegia a funcionalidade com beleza atemporal.
Seu olhar elegante e preciso valoriza o luxo sutil, fugindo de exageros ou logomanias. Desde sua chegada, ela tem reforçado o espírito da Bottega Veneta: uma marca para quem entende de moda, mas não precisa gritar sobre isso.
Assim, sua estreia na temporada de outono-inverno 2024 foi muito bem recebida, mostrando uma Bottega conectada ao contemporâneo. Mas, que não abre mão de sua tradição artesanal, o que é uma combinação que tem tudo a ver com o momento atual do luxo global.
Peças icônicas e o futuro do luxo
Além da técnica intrecciato, marca registrada da Bottega, alguns produtos se tornaram verdadeiros objetos de desejo: a bolsa Cassette, com seu acolchoado em couro entrelaçado. A Jodie Bag, com alça curva e textura inconfundível; os mocassins de sola chunky; e os vestidos de franjas com movimento fluido.
Essas peças representam uma moda que equilibra forma, função e sensorialidade, tudo envolvido em um discurso silencioso de sofisticação. Perfeita para os consumidores mais elegantes e exigentes do mercado fashion.
A Bottega Veneta é hoje uma grife que personifica o novo luxo. Ela faz questão de privilegiar a qualidade, o trabalho artesanal e o design duradouro.
Mas, em tempos de efemeridade digital, onde a imagem se sobrepõe à substância, a grife é um lembrete poderoso de que o verdadeiro estilo não precisa gritar para ser notado. Sua estratégia de comunicação reduzida, unida a peças cuidadosamente pensadas, sustenta um espaço cada vez mais raro no mercado: o do desejo duradouro.
Para os fashionistas que buscam inspiração, estudar a trajetória da Bottega Veneta é uma lição de como criar impacto através do silêncio, da forma e da matéria-prima. E para quem sonha em conhecer de perto esse universo, o Passaporte Fashionista oferece experiências únicas nas principais capitais da moda, onde é possível vivenciar o luxo, a história e o design de marcas como a Bottega Veneta bem de perto.
Para estar sempre atualizado sobre tudo o que acontece no mercado de luxo da moda, nas grandes grifes e também mais conteúdos sobre estilo pessoal e tendências, acesse o Instagram do Passaporte Fashionista.
FAQ – Bottega Veneta: a elegância silenciosa do luxo italiano
1. Onde nasceu a Bottega Veneta?
A Bottega Veneta foi fundada em 1966 na cidade de Vicenza, no norte da Itália. A região é conhecida por seu forte legado artesanal e pela excelência na produção de couro.
2. Qual é a peça mais icônica da Bottega Veneta?
A clutch “The Pouch” e as bolsas com a técnica intrecciato (trama exclusiva da marca, produzidas em couro) são algumas das criações mais emblemáticas da marca, desejadas por fashionistas no mundo todo.
3. A Bottega Veneta aposta em logotipos chamativos?
Não. Um dos diferenciais da Bottega é justamente sua filosofia “quando seus próprios nomes são suficientes”. A marca evita logotipos ostensivos, apostando em qualidade e design para transmitir luxo.
4. Qual o público-alvo da Bottega Veneta?
A marca atrai consumidores sofisticados que valorizam exclusividade, alta qualidade, design atemporal e o luxo discreto, alinhando-se à tendência contemporânea do quiet luxury.
5. A Bottega Veneta trabalha com sustentabilidade?
Sim. A marca tem investido em materiais sustentáveis, processos responsáveis e em seu próprio ateliê de formação de artesãos. Chamado de “Scuola dei Maestri Pellettieri di Bottega Veneta “, tem a função de preservar saberes tradicionais com responsabilidade.






