Uma nova era na Chanel

Durante a Paris Fashion Week Primavera-Verão 2026, a Chanel reafirmou sua força como uma das maisons mais emblemáticas da moda francesa. Entenda porque, a partir desta data, surge uma nova era na Chanel

Uma nova era na Chanel
Imagem: Instagram @chanelofficial

No dia 06 de outubro, no Grand Palais, a marca apresentou uma coleção que uniu poesia, leveza e inovação. Sob um cenário que simulava um céu de planetas e corpos celestes, refletindo o espírito sonhador e ousado de uma nova fase criativa.

Mas, se essa edição da Paris Fashion Week trazia grande expectativa para a estréia de novos estilistas, o desfile da Chanel era, com toda certeza, o mais aguardado dentre eles. Ele marcou a estreia de Matthieu Blazy como diretor artístico da grife francesa, e sua chegada trouxe uma energia de renovação, sem romper com o DNA da maison. 

O designer, que é ex diretor criativo da Bottega Veneta, conseguiu equilibrar o respeito pela tradição e a busca por uma estética mais contemporânea. Matthieu transformou o desfile em uma homenagem à herança de Coco Chanel, reinterpretada sob uma lente moderna e criativa.

Mas, apesar de uma nova era na Chanel estar dividindo opiniões – há os que amaram e outros que a reprovaram – fato é que a maison continua sendo a queridinha entre os fashionistas e o grande assunto durante a Semana de Moda de Paris. E se você deseja entender com maior profundidade sobre a marca e também as mudanças que ocorreram, não deixe de estudar moda com o Passaporte Fashionista

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O diálogo entre herança e reinvenção

Matthieu Blazy fez da coleção uma carta de amor à essência da Chanel, mas de forma natural e elegante. O famoso tweed, símbolo máximo da marca desde a década de 1950, foi reinventado com texturas sutis e modelagens que sugerem leveza. 

Mas, as clássicas jaquetas de corte reto surgiram em versões mais fluidas, por vezes combinadas com transparências e tecidos tecnológicos, mostrando que tradição e inovação podem coexistir. Já as camélias, flor favorita de Mademoiselle Chanel e um dos códigos mais reconhecidos da marca, apareceram em versões aplicadas, bordadas e tridimensionais. 

Ainda falando das flores, elas apareceram em alguns looks como pontos de luz delicados, bem delicados, enquanto em outros se transformaram em elementos esculturais, dominando golas e cintos. Essa combinação entre o artesanal e o contemporâneo reforça o que sempre fez da Chanel uma referência: a capacidade de se reinventar sem perder identidade.

Outra marca registrada da marca, as correntes, foram empregadas de forma sutil e moderna, nos barrados das peças. Mostrando que em uma nova era na Chanel, os elementos estão presentes, mas de forma delicada e que fogem do óbvio. 

Mas, além das bolsas abertas e desconstruídas, com as do modelo 2.55, os sapatos bicolores, que também são fortes elementos da maison, vieram repaginados. Além deles, as camisas com o nome da marca bordado, remeteram à Chanel da época de Coco. 

Atmosfera cósmica e narrativa visual

A cenografia foi um espetáculo à parte. Uma passarela iluminada por esferas celestes, fez o público ser transportado a um universo entre o sonho e a elegância atemporal. A ambientação cósmica simbolizou o novo olhar que Matthieu Blazy traz para a maison, uma Chanel que “passeia” entre o passado e o futuro, entre o clássico e o moderno.

O desfile teve início com uma sequência de looks em tons neutros, pontuados por toques metálicos (inclusive nas bolsas) e tecidos luminosos. À medida que a apresentação avançava, as cores se intensificavam, culminando em vestidos com flores coloridas e aplicações cintilantes, 

Os pontos altos da coleção

1. O Tweed reinventado

Elemento central da coleção, o tweed apareceu em interpretações leves e fluidas. Casacos alongados, saias midi e conjuntos coordenados mostraram que o tecido, símbolo do empoderamento feminino criado por Coco Chanel, ainda é uma tela aberta para novas leituras. Alguns looks trouxeram o tweed combinado com transparências ou bordados discretos, criando contrastes entre estrutura e suavidade.

2. Transparência e leveza

Os tecidos translúcidos tiveram papel de destaque, conferindo movimento e sensualidade refinada às peças. Nada muito chamativo, nem vulgar, essa transparência poética refletiu o desejo de liberdade e modernidade que tem guiado a Chanel nos últimos anos.

3. As camélias reinterpretadas

Símbolo da feminilidade e da pureza, as camélias reapareceram com novas proporções e texturas ao invés de estarem apenas bordadas, muitas delas surgiram em aplicações tridimensionais, criando um efeito de escultura floral. Essa presença marcante mostrou como Blazy respeita os códigos da maison, mas os insere em uma linguagem contemporânea.

4. Alfaiataria desconstruída

Os cortes retos e o rigor da alfaiataria francesa foram suavizados por tecidos maleáveis e acabamentos orgânicos. Blazers ganharam proporções mais amplas, enquanto saias e calças trouxeram fluidez e movimento. Essa abordagem reforça a versatilidade que a Chanel sempre defendeu,  uma moda que pode ser elegante e prática ao mesmo tempo.

5. Acessórios e detalhes artesanais

Colares longos, bolsas metalizadas e desconstruídas, correntes aplicadas nas barras das saias, brincos tridimensionais e claro, as clássicas pérolas completaram o styling de maneira equilibrada. Cada detalhe reafirmou o valor do artesanato, que segue como um dos pilares do luxo moderno.

Uma nova energia criativa

A estreia de Matthieu Blazy representa uma nova era na Chanel. Um momento mais ousado, mas ainda fiel à alma da maison. 

O designer, conhecido por seu trabalho de construção de silhuetas e domínio técnico, conseguiu imprimir uma linguagem autoral sem descaracterizar o legado deixado por Coco Chanel e perpetuado por Karl Lagerfeld.  Sua visão amplia o diálogo da marca com as novas gerações, oferecendo uma Chanel mais leve, fluida e conectada ao espírito do tempo.

Mas, além disso, ele mostrou que pretende fazer uma moda que não se limitará ao glamour da alta-costura, mas conversará com a vida contemporânea, com as mulheres reais e seus múltiplos papéis. Com isso, esse desfile na Paris Fashion Week 2026 reafirmou que a força da marca está em sua capacidade de se reinventar, mantendo-se fiel aos seus códigos. 


Matthieu Blazy inaugurou uma nova era na Chanel, em que tradição e inovação caminham lado a lado e a moda continua sendo, acima de tudo, uma forma de expressão artística e emocional. Para entender melhor sobre essa e outras grandes grifes internacionais, conheça os cursos presenciais de moda do Passaporte Fashionista

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