Por que Paris e Milão definem o futuro da moda
Quando a indústria da moda se reúne nas Fashion Weeks para apresentar suas visões de mercado, o mundo inteiro observa. Mas nem sempre é para o mesmo lugar, por isso precisamos entender por que Paris e Milão definem o futuro da moda.

Existem múltiplos centros de moda no planeta: Nova York, Londres, Tóquio, Copenhagen. Cada um com sua própria linguagem, sua própria perspectiva.
Mas, existe algo fundamentalmente diferente sobre Paris e Milão. Algo que faz com que elas estejam entre as principais capitais mundiais da moda, já que o que é decidido nessas duas cidades ressoará através de toda a indústria nos anos seguintes.
Por que Paris e Milão definem o futuro da moda não é apenas uma questão histórica. É uma questão de poder, estrutura e compreensão do que a moda realmente significa.
E para entender melhor tudo isso é importante fazer um curso de moda do Passaporte Fashionista. Apesar de os cursos acontecerem na Europa, com certificado internacional, eles são todos em português para maximizar a experiência de cada aluno.
Mais de 4000 alunos de todas as partes do mundo já viveram esses momentos transformadores em Paris, Milão e Florença. Uma vivência do que há de melhor em cada um dos destinos, aliado a muito conhecimento sobre cultura local, mercado de luxo e moda.
Em Paris há a opção de três cursos. O curso de Estilo, Tendências e Mercado de Luxo, o curso profissionalizante de Consultoria de Imagem/Personal Stylist e o curso profissionalizante de Coolhunting e Pesquisa de Tendência.
Mas, essas formações também acontecem na Itália. Sendo o curso de Moda Italiana e Fashion Design em Milão e o curso de Tendências e Mercado de Luxo em Florença.
Herança Legítima
Para entender por que Paris e Milão definem o futuro da moda, é necessário começar com a história. Ambas as cidades foram construindo seus legados por séculos, não décadas.
Paris é inseparável da famosa haute couture (alta costura). Desde o século XVII, quando Luís XIV estabeleceu Versalhes como centro de poder e estilo, a moda francesa foi sinônimo de elegância, sofisticação e refinamento.
Mas, não podemos nos esquecer de quando Coco Chanel revolucionou a moda nos anos 1920, ela o fez em Paris. Dior recriou a feminilidade após a guerra em 1947, também em Paris.
A cidade não é apenas a terra de grandes designers. Ela produz conceitos, movimentos, maneiras novas de pensar sobre corpo e beleza feminina que ao longo dos anos transforma a maneira como as pessoas se veem.
Milão, por sua vez, construiu seu poder de forma diferente. Enquanto Paris era sobre teoria, arte e conceito, Milão era sobre construção, qualidade e inovação.
A indústria têxtil italiana, presente há séculos em Milão, criou uma infraestrutura de fornecedores, artesãos e fábricas especializadas que nenhuma outra cidade conseguiu replicar completamente. Quando Giorgio Armani revolucionou a silhueta feminina com seu blazer descomplicado, estava em Milão.
Mas, além dele, podemos citar Gianni Versace que trouxe ousadia e cor para o luxo. E também Miuccia Prada ao redefinir o conceito de minimalismo intelectual.
O resultado é que estas duas cidades, por razões históricas completamente diferentes, ganharam autoridade que se autorreforçam. Porque quando algo importante acontece em Paris ou Milão, o mundo fashion está atento.
E porque o mundo fashion está atento, que as grandes marcas querem estar lá. Por que Paris e Milão definem o futuro da moda, e estar ali é participar desse processo.
A estrutura que sustenta o poder
Sabe-se que apenas a herança sozinha não mantém poder indefinidamente. Por que Paris e Milão definem o futuro da moda também é sobre entender a estrutura dessas cidades que de tão bem desenvolvida é quase impossível de replicar.
Em Paris, existe algo intangível: a Chambre Syndicate de la Mode, que regulamenta as Fashion Week. É esse sindicato que estabelece quem pode desfilar, quando, e em que condições.
Mas, além disso, existe uma hierarquia de prestígio tão clara quanto qualquer sistema de classes. Desfilar em Paris, durante a Fashion Week significa que a marca tem legitimidade.
Isso é, mostra que a grife foi considerada suficientemente importante, inovadora e relevante para merecer estar naquele espaço. A própria estrutura de Paris Fashion Week comunicava poder.
Já em Milão, existe o tangível: a infraestrutura de produção. Os melhores fornecedores de sedas estão em Como.
Os curtumes e artesãos de bolsas, em Florença, sem falar nos tricôs da região, que são espetaculares. Isso significa que quando um designer quer produzir em Milão, consegue qualidade que é praticamente impossível de se alcançar em outro lugar do mundo.
Mas, essa combinação do intangível com o tangível que cria um sistema que é difícil de ser rompido, e os motivos por quê Paris e Milão definem o futuro da moda. Pois não é apenas sobre desfilar ali e sim sobre ter acesso à toda estrutura, estar no ecossistema e ser visto naquele contexto.
Compreendendo a moda
Existe algo mais profundo ainda sobre por que Paris e Milão definem o futuro da moda. É sobre como essas duas cidades entendem fundamentalmente o que é a moda.
Paris entende moda como linguagem, comunicação e até mesmo filosofia. Quando um designer francês cria algo, está respondendo a várias perguntas.
A moda em Paris, é o intelectualismo vestido. Já que a cidade valida a moda quando há conceito, intenção, criatividade e um pensamento por trás do que está sendo criado.
Milão entende a moda como construção, uma verdadeira engenharia de como o artesanato pode ser elevado ao status arte. Porque Milão valida a moda quando há excelência técnica, qualidade irrefutável e uma construção impecável.
Juntas, essas duas perspectivas cobrem toda a amplitude do que a moda significa. Não é apenas filosofia (Paris) ou apenas construção (Milão).
Ambos os pensamentos são necessários e essenciais. Por isso as duas cidades são complementares e de suma importância para a indústria fashion mundial.
O ciclo de influência
Entender por que Paris e Milão definem o futuro da moda também é sobre o fluxo de influência, que é dinâmico. Quando Paris Fashion Week acontece, estabelece a direção conceitual.
Os designers se inspiram nas ideias apresentadas, os jornalistas discutem os conceitos e o varejo começa a pensar em como aquelas ideias se traduzem em vendas. E quando a Milão Fashion Week acontece, no geral, ela assume o conceito que Paris estabeleceu e o torna prático, construtivo e prático para o uso no dia a dia.
Mas não é unidirecional. Às vezes Milão inova em construção de forma que revoluciona como o conceitual pode ser executado. E então Paris responde com novos conceitos baseados naquelas inovações técnicas.
Este ciclo de conceito, construção, refinamento e novo conceito é o motor que impulsiona a moda para frente. E por essas cidades dominarem este diálogo, domina também o futuro.
O futuro ainda é ditado por duas cidades
Em um mundo que celebra a democratização e igualdade, saber por que Paris e Milão definem o futuro da moda pode parecer uma questão antiga. Mas, os números dizem que permanece verdadeiro.
As Fashion Weeks em Paris e Milão ainda geram muita cobertura, interesse e muito mais influência do que qualquer outro evento de moda no mundo. Marcas competem por espaço nessas cidades pois designers ainda entendem que estar em Paris ou Milão é uma validação de importância.
Mas, isso pode mudar. Talvez em alguns anos, o futuro da moda seja definido por um grupo global de cidades em vez de apenas duas europeias com a democratização digital e finalmente descentralize o poder.
Por enquanto, o futuro permanece centralizado nas principais capitais da moda, e na Europa. Por isso mesmo, fazer um curso de moda com o Passaporte Fashionista é de grande relevância para sua carreira e vida pessoal.
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